Grupo de pesquisas sobre as dinâmicas política, econômica e social

Possui duas pesquisas sob sua coordenação:

1. Redes em espaços migratórios

 A abordagem clássica da migração a qual contestamos coloca a questão da migração e, por conseguinte do migrante apenas em uma perspectiva estrutural, a qual os sujeitos, embora tenham racionalidade e liberdade de escolha, são constrangidos a todo instante por grandes estruturas coletivas, assim, o migrante não se faz sozinho. Em outras palavras, o contexto social seria regido por estruturas, instituições, normas e interação cotidiana que assim, definiria a condição de migrante dos sujeitos. Já a opção metodológica que analisa a rede social analisa a representação de um sistema migratório que estabelece laços ou conexões sólidas e que podem explicar a origem, o desenvolvimento e o recrudescimento dos fluxos migratórios (KRITZ E ZLOTNIK, 1992; FAWCETT, 1989). Assim, através desses conceitos e suas teorias, tentaremos representar o fenômeno migratório por meio das dimensões de pessoas que migram através de uma instituição invisível , como as redes familiares ou pessoais; o contato com sujeitos e canais (muitas vezes físicos, ou apenas subjetivos como a influência sobre pessoas importantes) responsáveis pela facilitação de uma viagem bem sucedida, etc., bem como por intermediação do poder público. A migração como processo social implica a presença de uma complexa estrutura social que, em geral, vai além do contexto migratório. Como afirmam Massey et al (1987, p.139), as redes migratórias consistem de laços sociais que ligam comunidades expulsoras a pontos específicos de destino nas sociedades receptoras. Esses laços unem migrantes e não migrantes em uma teia complexa de papéis sociais e relações interpessoais complementares, mantidos por conjuntos informais de expectativas recíprocas e comportamentos prescritos. (...) Esses laços sociais não são criados pelo processo migratório mas antes adaptados a ele, sendo reforçados, ao longo do tempo, através da experiência comum dos migrantes . As análises das migrações tem tido como principal foco suas determinantes mais.

Finaciamento: Unicentro

Envolvidos: 3 discentes em IC

 

2. Redes sociais em espaços migratórios: o Centro Sul do Paraná em análise

Os povos eslavos que migraram para o Brasil contribuíram, inegavelmente, para a diversificação e o enriquecimento das culturas dos locais onde se inseriram. Tal perspectiva implica na investigação e no reconhecimento dos aportes migratórios, por conseguinte, as relações desses migrantes e seus descendentes dentro da realidade brasileira, uma vez que relações múltiplas e mutáveis a partir daí se estabeleceram e ainda se estabelecem. Neste sentido as manifestações resultantes da dinâmica migratória nessa região merecem atenção da academia, uma vez que as relações de trabalho, as redes sociais, a construção de identidades que se constituem, ainda estão a se estudar mesmo ante a alguns estudos já iniciados, como por exemplo, os de trabalhos de conclusão de curso (TCCs) da UNICENTRO de vários cursos. As análises das migrações e suas conseqüências têm especial importância dentro deste contexto, devido à capacidade que este movimento e seus sujeitos têm de levar uma série de elementos indispensáveis à expansão dos lugares de inserção, a saber, força de trabalho, conhecimento, capital, consumo, etc. (MATOS, 2002; MATOS e BRAGA, 2002). A busca por uma maior compreensão da migração e sua inserção nos territórios em que se faz presente, deve também ser entendida a partir dos novos papéis desempenhados pelos migrantes no contexto das migrações, ou seja, agora a sua compreensão deve ser ampliada e condicionada a outras variáveis da vida em sociedade quando a migração é a escolha, assim, a idéia é a de um sujeito bastante envolvido com suas crenças, valores, cultura, relacionamentos, representações, que fazem daquele condicionante estrutural um dos elementos significativos

Finaciamento: Fundação Araucária

Envolvidos: 3 discentes em IC; 2 mestrandos e 2 pesquisadoras